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Eu, behçet

Eu, behçet

17
Set19

COMO ESTÁ A SAÚDE EM PORTUGAL?

Patrícia Pedrosa

 

Anotação 2019-09-17 184710.png

 

Saudações a todos!

Tenho estado mais ausente por questões relacionadas com a minha saúde, mas hoje é um novo dia e trago-vos um retrato da saúde em Portugal.

A população portuguesa tem vindo a diminuir desde 2010, segundo dados estatisticos analisados em 2018 somos cerca de 10.3 milhoes de habitantes concentrados nas zonas urbanas e litorais sendo Lisboa a região do país com maior número de residentes e o Alentejo o vencedor do título de menor número de habitantes.

Podemos afirmar também que Portugal  é um país envelhecido com 21% da população com mais de 65 anos das quais mais mulheres do que homens. 

Neste momento em Portugal, 1 milhão de Portugueses têm mais de 75 anos!

Para além do número de nascimentos em Portugal ser bastante inferior em relação ao número de óbitos, 31.5% dos nascimentos que ocorreram em Portugal em 2018 foram de mulheres com 35 anos ou mais, e apenas 3.5% em mulheres com 20 anos ou menos.

Apesar de sermos cada vez menos em Portugal, a esperança média de vida tem vindo a aumentar, sendo neste momento superior a 80 anos, no entanto com maior número de comorbilidades!

Outro dado positivo é o numero de crianças que morre no primeiro de vida. Este número tem vindo a diminuir, diminuindo assim os indices de mortalidade infantil. Portugal apresenta também desta forma, uma esperança média de vida á nascença superior aos restantes países da OCDE

Dados igualmente interessantes são o facto das doenças crónicas serem responsavéis por 80% da mortalidade nos paises da Europa, sendo as afeções do sistema circulatório as principais responsáveis. 

A incidencia destas doenças é condicionada por factores de risco inidividuais e socais das quais se destacam:

-Excesso de peso;

- Hábitos alimentares desiquilibrados;

-Sedentarismo;

- Tabagismos;

- Hábitos Alcoolicos; 

Segundo esta análise nacional as doenças musculoesqueléticas, a depressao, as doenças da pele e as enxaquecas surgem em número um nos problemas de saúde que mais afetam a população.

Por outro lado, no que respeitante ás doenças que mais matam em Portugal as cerebro-cardiovasculares ocupam o 1º lugar,  o Cancro o 2º lugar. Em terceiro estão destacadas as doenças respiratórias e diabetes.

 

13
Set19

Novo projeto: Eu, behçet diary

Principais características da doença

Patrícia Pedrosa

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Saudações!!

Hoje apresento-vos o novo projeto associado a este blog:  Eu, behçet diary!

Criei este blog com o principal intuíto de dar a conhecer a minha doença, falar um pouco do que está por detrás de um diagnóstico de Behçet e a forma como no meu quotidiano vou aprendendo a lidar com ela.

Por outro lado e porque existem tantas outras patologias por detrás do ecrã achei que não deveria enquanto Enfermeira falar somente da minha doença, mas também ir abordando outros temas e falar de outras realidades. 

Para diferenciar os momentos em que abordo a minha doença, daqueles que são generalistas, resolvi apenas falar da doença sob o formato de vídeo. Desta forma, todas as semanas, á sexta-feira irei publicar um vídeo, unica e exclusivamente sobre assuntos relacionados com doença de Behçet. Todos os restantes dias serão dias eleitos para temas generalistas ligados á saúde e de certa forma também ao bem-estar.

Neste meu primeiro vídeo falo sobre as principais caracteristicas que definem a doença de behçet. Claro está que a definição desta doença se traduz numa abordagem mais elaborada que posteriormente irei decifrar ao longo dos videos. 

Todo o conteudo apresentado em vídeo e em todos os meus posts é produzido com base em artigos cientificos, normas da direcçao geral de saúde e outras entidades certificadas. Por de trás de cada conteúdo está um trabalho de revisão da literatura. 

Deixo-vos com o meu novo vídeo, com íntimo desejo que gostem e que de alguma forma vos seja útil!

 

 

12
Set19

Factos ou Mitos da Saúde

2º As preocupações causam cabelos brancos!?

Patrícia Pedrosa

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Hoje trago-vos uma frase bastante popular: " As precupações causam cabelos brancos!".

Talvez, nem sempre a tenhamos ouvido desta forma, mas sim: " A continuares assim, deixas-me com cabelos brancos mais cedo!!". 

Pois bem, o nosso cabelo é composto por vários "fios" de cabelo que são produzidos nos chamados, foliculos capilares, que anatomicamente falando se encontram dentro do nosso couro cabeludo, isto é à superfície da nossa cabeça.

Nos folículos capilares existem células responsáveis por produzir melanina que é, o que dá a coloração ao cabelo. Existem pois, vários gradientes tonais determinados por condicionante genéticos que fazem com que exista uma determinada cor no nosso cabelo e não outra. Daí as diferenças da cor de cabelo, de pessoa para pessoa.

Retomando os fios...

Consoante cada fio do nosso cabelo cresce é lhe adicionado este pigmento de melanina, que lhe dá a sua respetiva coloraçao. 

Cada fio de cabelo é igualmente constituido por celulas mortas cobertas de uma substancia proteíca muito falada, a queratina!Substância essa, que dá a forma e resistência ao nosso cabelo, daí as famosas propagandas televisivas de champôs com queratina!

hqdefault.jpgAo longo da nossa vida as celulas produtoras de fios de cabelo duram mais tempo do que as celulas que produzem a melanina començando a decair a sua produção apartir dos 30 - 40 anos! Esta produção varia de pessoa para pessoa. 

Mas então o que aconteçe havendo esta discrepância?? Ora, isto significa que apesar de continuarmos a ter um crescimento constante do cabelo, a produção de melanina, que é o que nos confere a coloração começa a diminuir o que torna os nosso cabelos " sem cor" logo, ficamos com cabelos brancos gradualmente. 

Suponhamos que me dizem o seguinte: "Diz que isso aconteçe apartir dos 30 mas eu tenho 27 e já tenho cabelos brancos". 

Pois bem, tudo têm explicação! Estas situações apesar de serem mais incomuns podem acontecer devido a fatores geneticos que modulam a atividade das celulas de melanina, nao existindo para além das variaçoes geneticas outros factores que interfiram na velocidade de aparecimento de cabelos brancos, nem mesmo stress, preocupações ou hábitos do quotidiano. logo temos mais um MITO!!!

Provavelmente este mito deriva da lenda de D. Maria Antonieta, que antes de ser decapitada na sequencia da Revolução Francesa aparceu com longos cabelos brancos ao contrário do habitual da rainha, o que segundo entendidos em história se deve simplesmente ao facto de habitualmente a mesma usar peruca e nesse dia não! 

 

 

 

 

 

11
Set19

Sabia que existe um cartão de doente raro?

Patrícia Pedrosa

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A direção geral de saúde ( DGS) em 2017  desenvolveu o intitulado Cartão da pessoa com doença rara,  com objetivo de " transmitir  a informação clínica essencial para ser, simultaneamente, fator de proteção e segurança clínica para portadores de doenças raras e auxílio de boa prática clínica para a equipa terapêutica que os atende em situação de emergência ou urgência.”

Este cartão permite que a informação do doente seja visualizada nos sistemas de informação das urgências dos hospitais no momento da triagem assegurando assim a especificidade da situação clínica na abordagem dos cuidados.

Inicialmente em projeto piloto, este cartão já é passível de ser pedido em qualquer hospital publico e privado do Sistema de saúde bem como junto da  Raríssimas (Associação Nacional de Deficiências mentais e raras.

O médico é quem está habilitado para realizar o pedido do mesmo. Após diagnostico de doença rara, pode-se realizar o pedido na plataforma de dados de saúde e requisitar um  novo cartão do doente raro. 

O Cartão é digital, todavia se tiver preferência por um cartão físico, é possível a sua impressão pelo médico da instituição que o requisitou

Caso queira consultar o seu cartão, ou confirmar se o têm basta aceder em RSE | Área do Cidadão.

Qualquer utente com diagnostico de doença rara pode requisitar o cartão ao seu médico! Sem custos! Sem prazos de validade!

Para mais esclarecimentos sobre o presente cartão basta consultar a seguinte norma: https://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/normas-e-circulares-normativas/norma-n-0012018-de-09012018-pdf.aspx

 

10
Set19

Factos ou Mitos da Saúde

1º O frio e a chuva provocam dores articulares

Patrícia Pedrosa

 

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Saudações a todos/as :)

Hoje início a maratona dos FACTOS/MITOS da saúde! Se há mitos inocentes, outros há potencialmente perigosos para quem neles acredita, motivando comportamentos de risco. Se alguns são facilmente desmontáveis e demolidos outros resistem á mais irrefútavel evidência científica.

Independentemente do contéudo, os mitos propagam-se por todo lado com a finalidade de tratar os mais variados males ou até mesmo como forma de os prevenir. 

O primeiro que vos apresento é seguinte: O frio agravará de facto as dores ósseas e articulares?

Inúmeras são as pessoas portadoras de patologias crónicas ou de teor osteoarticular ( ossos/articulações) que mencionam em conversas de café, com familiares ou em desabafos com os seus próprios médicos que sentem um agravamento das suas queixas durante os períodos de maior humidade ou frio ao longo do ano. 

Apesar do concenso, não foi até a data possivel, cientificamente demonstrar que existe uma correlação entre a variação térmica e o aparecimento da dor articular. Mesmo  com estudos sobre influência das variações da pressão atmosférica ( que provoca a alteração do estado do tempo), na sintomatologia articular não se conseguiu provar relaçoes causais com a dor articular. Sendo por isso considerado um MITO.

No entanto, analisando a fisiologia humana podemos explicar o seguinte:

Com o frio, existe uma vasoconstrição ( contração dos vasos sanguíneos), e nós próprios adotamos uma postura contraída, com contração dos nossos músculos. Esta vasoconstrição pode provocar dor sobretudo nas extremidades ( mãos e pés) e articulações.

Com as baixas pressões atmosféricas, existe também uma maior expansão dos tecidos podendo provocar um aumento de pressão sobre as articulações levando a um aumento da rígidez muscular e aumento sensibilidade das terminações nervosas  eposteriormente dor. No Inverno as pressão atmosféricas baixam, daí as maiores incidências de queixas. 

No entanto, segundo os estudos de harvard, liderados por Anupam Jena, nos Estados Unidos, não foi encontrado qualquer vínculo significativo entre a humidade e frio e as dores articulares, comparando para o efeito 11 milhões de consultas médicas de americanos mais idosos, em dias secos e em dias frios/humidos. Justificam sim esta questão, como sendo um padrão produzido pelo cérebro humano. 

Logo, fisiologicamente existe contração e vasoconstrição ao frio, a baixa pressão atmosférica aumenta a pressão a nivel articular, provocando dor em articulações por si mesmas inflamadas ou lesadas.

No entanto a nível cientifico tal analogia até aos dias de hoje não consegue ser correlecionada. Traduzindo, a afirmação constitui um MITO!!  Isto porque, por si só o frio e a chuva nao provocam dores articulares no entanto com patologias ( doenças) de base articulares e osteoarticulares pela vasoconstrição e aumento de pressão a nivel articular em articulaçoes e ossos lesados/ inflamados existe maior probalidade de dor.

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09
Set19

Como sei se a minha doença é rara??

Patrícia Pedrosa

Pois bem, esta é fácil :) 

Atualmente, todas as doenças raras têm uma codificação!! O que significa que é atribuído um código individual a cada doença de modo a ser facilmente reconhecida num sistema de informação de saúde.

Os dados obtidos através da codificação também podem ser usados em  investigação clínica e ainda para os serviços nacionais de saúde poderem melhorar os estudos epidemiológicos e planear melhor os seus serviços.

Tal metodologia veio assim tornar o processo de agregação e procura de informaçao da doença muito mais rápido.

Existem, vários sistemas de classificação sendo o Orphanet um dos mais completos. Nele as classificações são realizadas com base em artigos de teor científico já publicados e revistos por especialistas.

Podem aceder em : www.orphanet.pt 

Pegando no meu caso como exemplo, ao colocar na pesquisa por doença, Behçet, aparece a minha doença como sendo rara com o código número 117.

Deixo-vos com as imagens da minha pesquisa  :) 

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08
Set19

AS DOENÇAS RARAS TÊM VINDO A AUMENTAR OU DIMINUIR?

Patrícia Pedrosa

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A resposta infelizmente é..... AUMENTAR ! O número total de doenças raras é cada vez maior. A verdadeira dimensão do problema não é conhecida, dada a inexistência de uma codificação adequada destas doenças, bem como o reduzido número e a dimensão dos estudos epidemiológicos realizados até à data.

Estima-se que, em cada semana, sejam descritas 5 novas doenças a nível mundial. A maioria delas tem uma expressão clínica grave e incapacitante, com aparecimento precoce antes dos 2 anos de idade, associando multideficiência (deficiência motora, sensorial ou intelectual).

O prognóstico é, em geral, desfavorável, sendo estas doenças responsáveis por 35 % da mortalidade em crianças com menos de 1 ano de idade.

Além disso, sintomas relativamente comuns podem esconder doenças raras subjacentes, podendo levar a erros de diagnóstico.

07
Set19

DEVOLVER MEDICAMENTOS VAZIOS E FORA DE VALIDADE Á FARMÁCIA? PORQUÊ?

Patrícia Pedrosa

Pois bem, hoje irei falar sobre um tema mais abrangente, nomeadamente a importância de devolver os medicamentos vazios ou fora de validade na sua fármacia local. 

Sabia que 1 kg de medicamentos descartados pelos esgostos pode contaminar até cerca de 450 mil litros de água? 

Sabia que segundo os mais recentes estudos, 60% das intoxicações infantis se deve a intoxicações acidentais, por medicamentos em locais de fácil acesso? 

E ainda sabia que a conservação de medicamentos fora de prazo pode levar á automedicação indevida acarretando riscos graves na sua saúde?

Pois bem, tudo isto pode ser facilmente evitado melhorando assim os niveis de reciclagem e gestão de medicamentos. Para isso basta: 

1. Escolher um local seguro, seco e apropriado que nao seja de facil acesso a crianças para acondicionamento dos medicamentos, evitando assim intoxicações acidentais. Deve ainda conservar os medicamentos dentro das embalagens com respetivos folhetos informativos no seu interior.

2. Realizar uma vistoria á sua " farmácia doméstica" ( a cada 6 a 12 meses) dispensando embalagens vazias de cartão , folhetos informativos em papel,  elementos vazios ou com restos (frascos, blisters, ampolas, bisnagas, frascos, etc.), acessórios utilizados para facilitar a administração dos medicamentos (copos ou colheresmedida, cânulas, conta-gotas, inaladores, nebulizadores, etc.) e medicamentos fora de prazo/validade usando para o efeito um saco Ecomed ( facultado pela farmácia local) ou qualquer outro saco acumulado em casa amigo do ambiente.

3. Devolver na farmácia os medicamentos dispensados para serem posteriormente depositados nos contentores da própria farmácia.

Atenção!! Existe uma restrição de elementos que não podem ser devolvidos nas farmácias como é o caso dos seguintes:

- Agulhas e/ou seringas ou outro material corto-perfurante; -Termómetros. - Material de penso e cirúrgico (álcool, água oxigenada, tintura de iodo, gaze, algodão, etc.). - Produtos químicos (detergentes, lixívias, etc.). - Aparelhos eléctricos e/ou electrónicos. - Pilhas. - Lâmpadas. - Radiografias

Devolver  resíduos de embalagens e de medicamentos à farmácia contribui para a segurança dos cidadãos, pois reduz os riscos de consumo de produtos com prazo de validade caducado, automedicação indevida e risco de ocorrência de acidentes domésticos (especialmente com crianças), bem como contribuí para saúde publica e gestão ambiental pois todos os resíduos terão posteriormente um tratamento adequado dado que os materiais utilizados no fabrico das embalagens são enviados para reciclagem (papel, cartão, plástico, vidro) e os restantes resíduos, incluindo os restos de medicamentos, são encaminhados para incineração com valorização energética.

Práticamente todas as farmácias existentes no território nacional, Continente e Ilhas, são aderentes ao sistema VALORMED estando identificadas, de uma forma geral, com um autocolante com a indicação de Ecofarmácia.

A VALORMED é a sociedade sem fins lucrativos que tem a responsabilidade de gestão de resíduos de embalagens vazias e medicamentos fora de uso. Ela é tutelada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), sendo licenciada pelos Ministérios do Ambiente e da Economia.

As taxas de recolha de resíduos tem vida a aumentar de ano para ano. Contribua também! Conserva o ambiente e ainda diminui o risco de intoxicações em sua casa! Fica a dica !! :) 

 

 

06
Set19

O que são afinal doenças raras?

Patrícia Pedrosa

Saudações :) !!! Sou Enfermeira Pós Graduada e resolvi criar este blog não apenas numa prespectiva de realizar uma acção de educação para a Saúde, mas sobretudo de paciente para paciente. Há cerca de 1 ano foi me também a mim diagnósticada uma doença rara, auto-imune e crónica. E como doente tive de dismistificar cada uma dessas realidades.

Quero então ajudar-vos nesse mesmo processo dia-a-dia! Começemos então pela base... O que são afinal doenças raras? Quantas pessoas é que afetam em Portugal?

De acordo com a federação de doenças raras de Portugal (FEDRA), são consideradas doenças raras ou também intituladas  doenças órfãs, todas aquelas que têm uma prevalência inferior a 5 em cada 10 mil pessoas, considerando para o efeito o total da população da união europeia. Estima-se que existam cerca de 5.000 a 8.000 doenças raras diferentes, afetando no seu conjunto cerca de 6% a 8% da população.

Por norma padecemos da ideia que o que é raro acontece a muito poucas pessoas. No entanto existem atualmente mais de 7000 doenças raras diferentes!! Claro que, cada uma delas cum um número muito baixo de portadores.

 Na sua conjuntura,  em Portugal, existem cerca de 800 mil portadores de doenças raras. Estas, representam, um problema de saúde particular, em que existe a necessidade permanente de investigar, aprender, partilhar conhecimento e desenhar estratégias de apoio diagnóstico, terapêutico, de reabilitação e de inclusão social, incluindo, se relevante, o acesso à educação especial, adaptadas ao carácter excecional destas doenças.

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